Nasceu em Salgueiro, PE, em 20 de dezembro de 1947.
Lançou seu primeiro romance, A História de Bernarda Soledade, a Tigre do Sertão, em 1974. Antes disso, participou da criação do Movimento Armorial, liderado pelo escritor Ariano Suassuna, que na ficção representa a retomada de temas pertencentes à literatura oral e popular nordestina. Como professor, leciona na UFPE de 1971 a 1996 e em
1989 funda a Oficina de Criação Literária, no Recife, dedicada a jovens
interessados na carreira de escritor. Em 2010 foi o ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura com o romance A minha alma é irmã de Deus. É membro da Academia Pernambucana de Letras desde 2005.
Atualmente vive em Recife.
um beijo,
dany
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Prêmio Portugal Telecom de Literatura Portuguesa 2010
Foram divulgados os 50 semi-finalistas do Prêmio Portugal Telecom desse ano.
Entre vários outros, estão os autores já conhecidos deste blog Rodrigo Lacerda, com Outra Vida, e Raimundo Carrero, com A Minha Alma é Irmã de Deus. O português Antônio Lobo Antunes faz parte da lista duas vezes, com os livros O Meu Nome é Legião e Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar.
Foram também selecionados Michel Laub, Milton Hatoum, Reinaldo Moraes, Marina Colasanti, e mais quatro dezenas de autores.
A lista completa pode ser conferida aqui.
um beijo,
dany
Entre vários outros, estão os autores já conhecidos deste blog Rodrigo Lacerda, com Outra Vida, e Raimundo Carrero, com A Minha Alma é Irmã de Deus. O português Antônio Lobo Antunes faz parte da lista duas vezes, com os livros O Meu Nome é Legião e Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar.
Foram também selecionados Michel Laub, Milton Hatoum, Reinaldo Moraes, Marina Colasanti, e mais quatro dezenas de autores.
A lista completa pode ser conferida aqui.
um beijo,
dany
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Raimundo Carrero na cabeça!!!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Carrero na V Fliporto
Acabei de ouvir na rádio CBN de Recife o caríssimo escritor Raimundo Carrero contando que hoje prestigia um evento literário promovido pelos estudantes de letras da Universidade Federal de Pernambuco, e amanhã estará na Fliporto - Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas.
Para quem está pela região, vale a pena conferir a participação de Carrero e a apresentação do curta-metragem baseado no romance homônimo 'minha alma é irmã de Deus'.
um beijo,
dany
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Dany Gomes
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16:03
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Eventos Literários,
Raimundo Carrero,
V Fliporto
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Fotos da Bienal do Recife
Raimundo Carrero recebeu das mãos de Ariano Suassuna o troféu de homenageado da VII Bienal do Livro de Pernambuco.
Após a exibição do curta "minha alma é irmã de deus", Carrero falou sobre o romance homônimo e respondeu as perguntas da plateia.
As homenagens à Carrero estavam por toda a parte.
Carrero sempre muito atencioso com o público e com novos autores.
foto de Ana Fonseca
Após a exibição do curta "minha alma é irmã de deus", Carrero falou sobre o romance homônimo e respondeu as perguntas da plateia.
foto de Ana Fonseca
As homenagens à Carrero estavam por toda a parte.
Plotagem em parede de estande
Ponto de referência da Bienal
Carrero sempre muito atencioso com o público e com novos autores.
Numa das muitas vezes que foi requisitado, para fotos, autógrafos ou congratulações
Vários encontros por dia estão acontecendo no Auditório Carlos Pena Filho.
Alberto Fuguet, escritor e roteirista chileno
Marçal Aquino, escritor e roteirista paulista.
Pedro Juan Gutiérrez, jornalista e escritor cubano.
A Bienal segue até o dia 12 de outubro, próxima segunda-feira. A programação completa vocês podem conferir aqui
um beijo,
dany
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Dany Gomes
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18:23
domingo, 4 de outubro de 2009
Sábado literário regado a camarão
Depois de um café da manhã literalmente às moscas, resolvi trocar de pousada.
Instalada agora na Pousada Quatro Cantos, fui tomar um banho de piscina - o calor aqui é poderoso, e eu também sou filha de Deus.
Faladora que sou, conheci Lilian, uma feliz moradora de Búzios, que está em Recife com uma amiga que é a responsável pelo Olinda Jazz, festival que aconteceu nesse final de semana (veja mais aqui).
Quando percebi que o prazo de validade da minha pele branco-omo estava vencendo, me retirei para uma mesa à sombra de um enorme flamboyant e pedi o meu almoço.
Primeira refeição decente desde a última quinta-feira, saboreei uma deliciosa moqueca de camarão, regada à uma Antartica geladinha.
Depois fui descansar, porque o dia tinha sido difícil.
Às 4h da tarde estava na Bienal. Perdida nos corredores labirínticos da feira, encontrei Carrero, também perdido, procurando uma cerveja gelada. Depois de algumas voltas, chegamos à Praça de Alimentação, onde Gerusa, poeta pernambucana, juntou-se a nós. O papo rendeu e quando voltamos ao Auditório já eram quase 6h.
O percurso da lanchonete ao auditório foi longo. A cada dez passos Carrero parava para abraçar um amigo, ou era interceptado para receber congratulações, tirar fotos, dar autógrafos. Acompanhando o homenageado da Bienal pelos corredores, lembrava-me do terrível café literário em Curitiba, quando ele foi ignorado pelos presentes, e sua fala abafada pela conversa paralela “Perdoai-vos, Pai. Eles não sabem o que fazem.”
Assisti então a envolvente palestra do cubano Pedro Juan Gutiérrez (foto), seguida do papo com Marçal Aquino e o chileno Alberto Fulguet.
Final de feira, Graça me pegou no Centro de Convenções e me deixou na Oficina do Sabor. Experimentei um maravilhoso Camarão Forró - camarões ao molho de maracujá, com arroz de côco queimado e castanhas - acompanhado de dois martinis, com a vista de Recife ao fundo da varanda.
Caminhando de volta para a pousada, cortei o bafo quente da noite ladeira acima, vencendo o povo que ocupava as ruas, numa alegria de folga merecida.
Tentei ler antes de dormir, mas meus olhos já haviam se retirado sem me dar boa-noite...
Instalada agora na Pousada Quatro Cantos, fui tomar um banho de piscina - o calor aqui é poderoso, e eu também sou filha de Deus.
Faladora que sou, conheci Lilian, uma feliz moradora de Búzios, que está em Recife com uma amiga que é a responsável pelo Olinda Jazz, festival que aconteceu nesse final de semana (veja mais aqui).
Quando percebi que o prazo de validade da minha pele branco-omo estava vencendo, me retirei para uma mesa à sombra de um enorme flamboyant e pedi o meu almoço.
Primeira refeição decente desde a última quinta-feira, saboreei uma deliciosa moqueca de camarão, regada à uma Antartica geladinha.
Depois fui descansar, porque o dia tinha sido difícil.
Às 4h da tarde estava na Bienal. Perdida nos corredores labirínticos da feira, encontrei Carrero, também perdido, procurando uma cerveja gelada. Depois de algumas voltas, chegamos à Praça de Alimentação, onde Gerusa, poeta pernambucana, juntou-se a nós. O papo rendeu e quando voltamos ao Auditório já eram quase 6h.
O percurso da lanchonete ao auditório foi longo. A cada dez passos Carrero parava para abraçar um amigo, ou era interceptado para receber congratulações, tirar fotos, dar autógrafos. Acompanhando o homenageado da Bienal pelos corredores, lembrava-me do terrível café literário em Curitiba, quando ele foi ignorado pelos presentes, e sua fala abafada pela conversa paralela “Perdoai-vos, Pai. Eles não sabem o que fazem.”
Assisti então a envolvente palestra do cubano Pedro Juan Gutiérrez (foto), seguida do papo com Marçal Aquino e o chileno Alberto Fulguet.
Final de feira, Graça me pegou no Centro de Convenções e me deixou na Oficina do Sabor. Experimentei um maravilhoso Camarão Forró - camarões ao molho de maracujá, com arroz de côco queimado e castanhas - acompanhado de dois martinis, com a vista de Recife ao fundo da varanda.
Caminhando de volta para a pousada, cortei o bafo quente da noite ladeira acima, vencendo o povo que ocupava as ruas, numa alegria de folga merecida.
Tentei ler antes de dormir, mas meus olhos já haviam se retirado sem me dar boa-noite...
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Dany Gomes
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23:48
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Minhas Viagens,
Pedro Juan Gutiérrez,
Raimundo Carrero
sábado, 3 de outubro de 2009
Esse Carrero...
Logo que terminou a primeira sessão, aproveitei o Carrero, sentado na minha frente, para parabenizá-lo. Fiquei por ali algum tempo, troquei uma ideia com Marilena, sua esposa; eles foram conversar com os convidados e em seguida os assentos foram ocupados pela Luisa Lobo, protagonista do filme, e Roger, seu marido.
Tive vontade de chamar: Camila!, pela súbita emoção de conhecer um personagem, ao vivo e a cores. Me contentei em parabenizá-la. Com um rápido olhar pela sala, reconheci Paloma, o pastor Leonardo, o violonista, Raquel, mas apesar dos esforços, não achei Alvarenga.
Assistimos a segunda apresentação, eu louca para voltar para a pousada e terminar o livro.
Aberto o debate, perguntaram a Carrero de onde surgiu Camila. Ele contou de uma reportagem que leu no jornal, sobre uma menina que se prostituía desde os 12 anos. Não tinha nenhum problema de consciência com isso; que pretendia continuar se prostituindo, independente de qualquer coisa.
Essa realidade doeu-lhe na alma, e da incredulidade nasceu o romance.
Perguntei-lhe então como chegou no corpo social - forma que a prostituta Raquel usa para descrever sua atividade, dividindo o que tem com quem disso necessita.
Ao invés de responder minha pergunta, Carrero declarou para a plateia que Dani tinha uma coisa que o emocionava muito.
Passei três dias com Raimundo na Bienal de Curitiba.
Ele é uma pessoa por quem é facílimo se encantar. Transparente, intenso, generoso.
Mas que diabos teria 'eu', que poderia emocioná-lo??
Então ele contou que eu tinha um blog onde eu dizia: Profissão: Mãe!
E que isso era fantástico. Porque hoje em dia ninguém queria ser mãe. Que era comovente uma mulher dizer que, acima de qualquer coisa, ela era mãe!!!
Confesso que fiquei desconcertada.
E na hora lembrei de uma conversa recente com meu pai, quando ele me sugeriu trocar o nome do blog, uma vez que eu só estava postando sobre literatura.
E tive certeza, naquele momento, de que minhas escolhas até ali tinham sido as melhores, pelo menos para mim.
Recebi as palmas, os cumprimentos de algumas pessoas na saída, meio sem jeito. Como quem está levando a fama por engano....
Decidi manter o nome do blog e me apaixonei um pouco mais por esse gigante pernambucano.
Esse Carrero.....
Tive vontade de chamar: Camila!, pela súbita emoção de conhecer um personagem, ao vivo e a cores. Me contentei em parabenizá-la. Com um rápido olhar pela sala, reconheci Paloma, o pastor Leonardo, o violonista, Raquel, mas apesar dos esforços, não achei Alvarenga.
Assistimos a segunda apresentação, eu louca para voltar para a pousada e terminar o livro.
Aberto o debate, perguntaram a Carrero de onde surgiu Camila. Ele contou de uma reportagem que leu no jornal, sobre uma menina que se prostituía desde os 12 anos. Não tinha nenhum problema de consciência com isso; que pretendia continuar se prostituindo, independente de qualquer coisa.
Essa realidade doeu-lhe na alma, e da incredulidade nasceu o romance.
Perguntei-lhe então como chegou no corpo social - forma que a prostituta Raquel usa para descrever sua atividade, dividindo o que tem com quem disso necessita.
Ao invés de responder minha pergunta, Carrero declarou para a plateia que Dani tinha uma coisa que o emocionava muito.
Passei três dias com Raimundo na Bienal de Curitiba.
Ele é uma pessoa por quem é facílimo se encantar. Transparente, intenso, generoso.
Mas que diabos teria 'eu', que poderia emocioná-lo??
Então ele contou que eu tinha um blog onde eu dizia: Profissão: Mãe!
E que isso era fantástico. Porque hoje em dia ninguém queria ser mãe. Que era comovente uma mulher dizer que, acima de qualquer coisa, ela era mãe!!!
Confesso que fiquei desconcertada.
E na hora lembrei de uma conversa recente com meu pai, quando ele me sugeriu trocar o nome do blog, uma vez que eu só estava postando sobre literatura.
E tive certeza, naquele momento, de que minhas escolhas até ali tinham sido as melhores, pelo menos para mim.
Recebi as palmas, os cumprimentos de algumas pessoas na saída, meio sem jeito. Como quem está levando a fama por engano....
Decidi manter o nome do blog e me apaixonei um pouco mais por esse gigante pernambucano.
Esse Carrero.....
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Dany Gomes
às
11:10
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Raimundo Carrero,
VII Bienal do Livro de Pernambuco
Chegando à Bienal!!
No aeroporto, a Graça, enviada pela pousada, já me esperava com uma típica plaquinha.
Achei que tinha pousado em São Paulo por engano, pelo delicioso trânsito que nos aguardava.
Mas novamente o papo foi ótimo e ela me contou não só as maravilhas da região, como também da viagem que fez a Minas em julho.
Fiquei babando e planejando a próxima viagem.
Depois de me instalar rapidamente, uma merecida ducha, e lá estava a Graça, pronta para me levar ao Centro de Convenções, onde está acontecendo a VII Bienal do Livro de Pernambuco.
Comecei a estranhar na entrada, porque apesar da roleta, não se cobra ingresso. Achei perfeito e super democrático. Uma vez lá dentro, fiquei andando às cegas, até que a intuição - e um banner enorme com o retrato de Raimundo Carrero - me indicaram o caminho até o auditório.
Isso porque ninguém sabia dar informação. Nem expositores, nem seguranças, e muito menos o povo uniformizado com a camiseta da Bienal. Achei até que estavam tirando uma comigo. Mas era sério...
Isso porque ninguém sabia dar informação. Nem expositores, nem seguranças, e muito menos o povo uniformizado com a camiseta da Bienal. Achei até que estavam tirando uma comigo. Mas era sério...
Localizado o Auditório Carlos Pena Filho, entrei, cumprimentei o Carrero e a esposa, e fui me sentar bem na frente.
Depois de uma rápida apresentação, começaram a passar o filme, estrelado por Luisa Lobo, "a minha alma é irmã de deus", baseado no livro homônimo do escritor.
Com argumento, roteiro e atuação do autor, o curta é bastante interessante, e em poucos minutos sintetiza a essência do romance.
A tela era pequena para o tamanho da obra, e infelizmente não puderem apagar as luzes - teriam que cortar a energia da Bienal inteira!Mesmo assim foi emocionante ver Camila, a personagem, brotando pelos olhos, lábios e gestos de Luísa.
Era como escutar o Carrero narrando a história em 3D.
Tomara que chegue aos cinemas!
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Dany Gomes
às
00:30
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Luísa Lobo,
Raimundo Carrero,
VII Bienal do Livro de Pernambuco
domingo, 13 de setembro de 2009
A VII Bienal do Livro de Pernambuco homenageia Raimundo Carrero
As datas do evento em Recife já estão confirmadas!
De 02 a 12 de outubro, o Centro de Convenções de Pernambuco sediará a feira, que tem como tema deste ano "Literatura do Princípio ao Fim".
O homenageado de 2009 será um dos grandes nomes da literatura pernambucana, o escritor, jornalista e professor Raimundo Carrero.
Em 1995 Carrero ganhou os prêmios Machado de Assis e APCA pelo romance "Somos Pedras que se Consomem" e em 1999 foi o vencedor do Prêmio Jabuti com o livro de contos "As Sombrias Ruínas da Alma".
Responsável por concorridas oficinas literárias que acontecem no Recife há dez anos, Carrero brindou os escritores locais com três dias de oficina de romance de durante a 1a Bienal do Livro de Curitiba.
Palmas para o escritor e para a organização que nos trouxe figura tão ilustre!!
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Dany Gomes
às
01:35
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Curitiba, terra de gente educadinha. Será???
Eu sei que estou devendo. Sempre devendo.
Cada vez que eu disser que continuo outro dia, nem criem falsas expectativas. Contabilizem o prejuízo.
Começo a falar de outro livro, de outro assunto, de outro encontro, de nova feira; e o que eu fiquei de contar, já nem me lembro mais.
Tem tanta coisa que quero dividir que as postagens ficam meio confusas...
Na verdade, a vida é que é ligeira demais para o meu ritmo. Eu sou uma pessoa lenta.
Às vezes me pego um pouco incrédula olhando para o tempo passar, como a criança que acompanha o balão de gás que escapou.
Isso tudo é para dizer que não é por falta de cuidado que os assuntos estão sempre aos pedaços. A velocidade das minhas próprias ideias é que me atropela...
Deixando para trás o lero-lero, vamos ao que interessa.
Reservando o café-literário com o Miguel Sanches para uma outra oportunidade (vou tentar retomar, prometo!!), aterrisamos no dia 03 de setembro, para um bate-papo com o escritor Raimundo Carrero, que também ministrou a oficina de romance na Bienal de Curitiba.
Apesar de Carrero ser um grande romancista e excelente professor, a conversa não foi tão agradável como eu esperava.
No espaço em frente ao café acontecia outra palestra, com um sistema de som muito mais potente, o que fazia do nosso evento uma maratona de fôlego e volume de voz.
Para piorar a situação, ao contrário do que aconteceu nos outros dias, a organização da feira não fechou o espaço para o bate-papo, e o abre e fecha da porta de entrada nos trazia importunas amostras do palestrante concorrente. Somado a isso, o burburinho típico de qualquer aglomeração de pessoas também se infiltrava sala adentro, como que querendo contribuir para aquele pequeno caos.
Mas esses detalhes foram apenas falhas técnicas, passíveis de melhora numa próxima edição.
O que não dá para ajustar tão facilmente é o comportamento do público...
Dentro do café a tônica foi falta de educação e desrespeito. Apesar de reiterados pedidos, a conversa paralela rolou em alto e bom som. Se os responsáveis pela balbúrdia eram conterrâneos ou visitantes não temos como saber. O fato é que ninguém se deu ao luxo de perder a fofoca, baixar o tom de voz ou fazer uma piada. Como não podia deixar de ser, os jovens estavam barulhentos, agitados. Mas eles se constrangiam quando repreendidos. Já os adultos - supostamente professores e pessoas ligadas à área de educação e cultura - deram um belo exemplo. Confesso que deixei minha mesa várias vezes. Primeiro foi para trocar uma ideia com a moça que cuidava da porta que, solícita, providenciou que baixassem o volume do microfone do espaço em frente. Depois, interpelei um grupo de meninas que estava na fila do caixa, pedindo que fizessem silêncio e passassem adiante o recado. Ainda dei uma bronca nos rapazes que sentaram na mesa ao lado, e com o porta guardanapo - de metal - começaram a brincar de pião. O tumulto só parecia crescer.
Quando o moderador abriu para perguntas, não me contive!
Com o poderoso microfone à mão, relatei à platéia uma crônica de Antônio Torres, outro escritor brasileiro de primeira grandeza que ministrou oficinas de conto e crônica na Bienal, na qual ele falava de sua impressão sobre a nossa cidade e citava uma música da Rita Lee, onde ela diz que Curitiba é uma cidade bonitinha, limpinha, de gente educadinha. Apresentando para quem não conhecia o grande escritor no palco, contei que estava triste e envergonhada de presenciar aquela indiferença, e pedi a todos um pouco de respeito e silêncio, para que pudéssemos provar ao ilustre visitante pernambucano que realmente Curitiba tinha gente educadinha.
Recebi alguns aplausos, a concordância do moderador, o apelido de 'Dom Quixote' do próprio Carrero - que muito humilde e educadamente disse que respeitava a opção do público - mas isso foi tudo.
Infelizmente, naquela tarde, Curitiba deu mostra de ter uma gente muito mal-educadinha.
Cada vez que eu disser que continuo outro dia, nem criem falsas expectativas. Contabilizem o prejuízo.
Começo a falar de outro livro, de outro assunto, de outro encontro, de nova feira; e o que eu fiquei de contar, já nem me lembro mais.
Tem tanta coisa que quero dividir que as postagens ficam meio confusas...
Na verdade, a vida é que é ligeira demais para o meu ritmo. Eu sou uma pessoa lenta.
Às vezes me pego um pouco incrédula olhando para o tempo passar, como a criança que acompanha o balão de gás que escapou.
Isso tudo é para dizer que não é por falta de cuidado que os assuntos estão sempre aos pedaços. A velocidade das minhas próprias ideias é que me atropela...
Deixando para trás o lero-lero, vamos ao que interessa.
Reservando o café-literário com o Miguel Sanches para uma outra oportunidade (vou tentar retomar, prometo!!), aterrisamos no dia 03 de setembro, para um bate-papo com o escritor Raimundo Carrero, que também ministrou a oficina de romance na Bienal de Curitiba.
Apesar de Carrero ser um grande romancista e excelente professor, a conversa não foi tão agradável como eu esperava.
No espaço em frente ao café acontecia outra palestra, com um sistema de som muito mais potente, o que fazia do nosso evento uma maratona de fôlego e volume de voz.
Para piorar a situação, ao contrário do que aconteceu nos outros dias, a organização da feira não fechou o espaço para o bate-papo, e o abre e fecha da porta de entrada nos trazia importunas amostras do palestrante concorrente. Somado a isso, o burburinho típico de qualquer aglomeração de pessoas também se infiltrava sala adentro, como que querendo contribuir para aquele pequeno caos.
Mas esses detalhes foram apenas falhas técnicas, passíveis de melhora numa próxima edição.
O que não dá para ajustar tão facilmente é o comportamento do público...
Dentro do café a tônica foi falta de educação e desrespeito. Apesar de reiterados pedidos, a conversa paralela rolou em alto e bom som. Se os responsáveis pela balbúrdia eram conterrâneos ou visitantes não temos como saber. O fato é que ninguém se deu ao luxo de perder a fofoca, baixar o tom de voz ou fazer uma piada. Como não podia deixar de ser, os jovens estavam barulhentos, agitados. Mas eles se constrangiam quando repreendidos. Já os adultos - supostamente professores e pessoas ligadas à área de educação e cultura - deram um belo exemplo. Confesso que deixei minha mesa várias vezes. Primeiro foi para trocar uma ideia com a moça que cuidava da porta que, solícita, providenciou que baixassem o volume do microfone do espaço em frente. Depois, interpelei um grupo de meninas que estava na fila do caixa, pedindo que fizessem silêncio e passassem adiante o recado. Ainda dei uma bronca nos rapazes que sentaram na mesa ao lado, e com o porta guardanapo - de metal - começaram a brincar de pião. O tumulto só parecia crescer.
Quando o moderador abriu para perguntas, não me contive!
Com o poderoso microfone à mão, relatei à platéia uma crônica de Antônio Torres, outro escritor brasileiro de primeira grandeza que ministrou oficinas de conto e crônica na Bienal, na qual ele falava de sua impressão sobre a nossa cidade e citava uma música da Rita Lee, onde ela diz que Curitiba é uma cidade bonitinha, limpinha, de gente educadinha. Apresentando para quem não conhecia o grande escritor no palco, contei que estava triste e envergonhada de presenciar aquela indiferença, e pedi a todos um pouco de respeito e silêncio, para que pudéssemos provar ao ilustre visitante pernambucano que realmente Curitiba tinha gente educadinha.
Recebi alguns aplausos, a concordância do moderador, o apelido de 'Dom Quixote' do próprio Carrero - que muito humilde e educadamente disse que respeitava a opção do público - mas isso foi tudo.
Infelizmente, naquela tarde, Curitiba deu mostra de ter uma gente muito mal-educadinha.
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Dany Gomes
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23:45
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