A organização do Festa Literária Internacional de Paraty divulgou hoje a programação completa da edição 2012.
Entre os participantes estão Ian McEwan, Le Clézio, Luis Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Jonathan Franzen.
Só na programação principal, serão mais de vinte encontros, reunindo ao menos quarenta e cinco escritores durante os quatro dias de festa.
Para saber mais sobre a flip, clique aqui
um beijo,
dany
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Tudo Passa
Depois da FLIP, alonguei minha estada em Paraty para digerir tudo o que tinha ouvido nas palestras e colocar no papel impressões, idéias e planos futuros. Depois fui visitar duas de minhas amigas-irmãs e seus respectivos maridos-amigos. Olhar para fora do próprio jardim - lembrar que existe vida além da maternidade, rir, chorar, e recarregar baterias - foi essencial
Cheguei em casa finalmente na terça-feira, dia 14, e apesar da saudade, confesso estar em estado de choque com o frio curitibano e com a volta à realidade.
Lembrei então de uma história contada na FLIP sobre um rei que certo dia encomendou a um sábio um objeto. Este deveria fazê-lo alegre sempre que ele estivesse triste, e deixá-lo triste sempre que estivesse alegre demais. Depois de algum tempo o sábio lhe trouxe um anel com os dizeres 'Tudo passa'.
E este tem sido meu lema.
Na maternidade, isso cai como uma luva, não?
Preciso falar mais alguma coisa?
beijo,
dany
Cheguei em casa finalmente na terça-feira, dia 14, e apesar da saudade, confesso estar em estado de choque com o frio curitibano e com a volta à realidade.
Lembrei então de uma história contada na FLIP sobre um rei que certo dia encomendou a um sábio um objeto. Este deveria fazê-lo alegre sempre que ele estivesse triste, e deixá-lo triste sempre que estivesse alegre demais. Depois de algum tempo o sábio lhe trouxe um anel com os dizeres 'Tudo passa'.
E este tem sido meu lema.
Na maternidade, isso cai como uma luva, não?
Preciso falar mais alguma coisa?
beijo,
dany
sábado, 4 de julho de 2009
Coragem de denunciar
Tinha resolvido não enfrentar mais filas para pegar autógrafos dos escritores na FLIP, já que minhas experiências anteriores mostraram que além do enorme tempo gasto esperando, fazendo com que eu perdesse outras palestras, a dedicatória não passava de um frustrante ‘Para: Daniele’, escrito com um meio sorriso, às pressas.
Mas depois da palestra dos autores chineses, não pude conter minha vontade de guardar um pouco daquela coragem para mim, nem que fosse através de um rabisco num livro.
E depois de uma rápida passada na livraria e um longo tempo na fila, ganhei mais do que isso!
Xinram começou me pedindo desculpas pelo tempo que me fez esperar, autografou dois livros, pousou para uma foto e escutou agradecida meus elogios à sua coragem.
Com Ma Jio tive ainda mais sorte. Como o livro que está lançando no Brasil, ‘Pequim em Coma’, é pesado, grosso e um tanto caro, fui a última pessoa interessada em seu autógrafo, enquanto a espera por Xinran ainda era grande. Isso me permitiu não só foto e dedicatória, mas também meu nome escrito em chinês e 100% de sua atenção. Com ajuda do intérprete, tentei descrever minha emoção com a palestra, com sua bravura e seu amor à China. E da injustiça que era um homem capaz de arriscar a vida para lutar por seu povo e seu país ser privado de viver nele. Acredito que ambos os autores escutem isso o tempo todo, mas ele me pareceu verdadeiramente tocado com o elogio.
O dia terminou com um caldo de abóbora com carne seca, uma taça de vinho tinto e um bombom de morango com trufas. Tudo por R$ 18,00. E em meio a um artista em cada esquina e à galera ainda animadíssima, vim para a pousada descansar para o próximo dia.
Mas depois da palestra dos autores chineses, não pude conter minha vontade de guardar um pouco daquela coragem para mim, nem que fosse através de um rabisco num livro.
E depois de uma rápida passada na livraria e um longo tempo na fila, ganhei mais do que isso!
Xinram começou me pedindo desculpas pelo tempo que me fez esperar, autografou dois livros, pousou para uma foto e escutou agradecida meus elogios à sua coragem.
Com Ma Jio tive ainda mais sorte. Como o livro que está lançando no Brasil, ‘Pequim em Coma’, é pesado, grosso e um tanto caro, fui a última pessoa interessada em seu autógrafo, enquanto a espera por Xinran ainda era grande. Isso me permitiu não só foto e dedicatória, mas também meu nome escrito em chinês e 100% de sua atenção. Com ajuda do intérprete, tentei descrever minha emoção com a palestra, com sua bravura e seu amor à China. E da injustiça que era um homem capaz de arriscar a vida para lutar por seu povo e seu país ser privado de viver nele. Acredito que ambos os autores escutem isso o tempo todo, mas ele me pareceu verdadeiramente tocado com o elogio.
O dia terminou com um caldo de abóbora com carne seca, uma taça de vinho tinto e um bombom de morango com trufas. Tudo por R$ 18,00. E em meio a um artista em cada esquina e à galera ainda animadíssima, vim para a pousada descansar para o próximo dia.
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Dany Gomes
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Viva as Mães Chinesas
Olha só, pessoal, comecei esse post e esqueci de publicá-lo....
Apesar de já fazer um tempinho, acho fundamental contar para vocês sobre os chineses que conheci na FLIP: a jornalista chinesa Xinran e o fotógrafo e ficcionista chinês Ma Jian. Eles deram uma palestra onde falaram de sua coragem em denunciar os abusos do governo chinês nos seus livros.
Ma Jian lançou "Pequim em Coma", que conta a história de um jovem que entra em coma depois de um acidente, e tem como pano de fundo o massacre na Praça Celestial, acontecido em 4 de junho de 1989.
Como nos explicou o autor, o maior crime não foi o massacre em si, mas o terrorismo emocional sistemático que o governo promoveu em seguida, fazendo o povo 'esquecer' o episódio. Sufocar a memória do povo foi mais cruel do que os assassinatos em si.
O próprio Ma Jio era um estudante na época, e só não esteve presente nos protestos porque foi cuidar do irmão que estava em coma depois de um acidente. Obviamente a sua experiência pessoal foi decisiva para a abordagem que o escritor escolheu para tratar da tragédia.
Falando em chinês o tempo todo, reservado como costumam ser os orientais, Ma Jio oportunizou ao público conhecer a repressão em que vive o povo chinês e o sofrimento de um exilado que já não é chinês em seu país, nem ocidental na Inglaterra, onde vive há vários anos. Ma Jian deixou uma filha na China, que fez aniversário no último dia 12 de julho. O escritor estava num dilema, pois temia ser preso ao visitar à filha, e não queria causar sofrimento nem a ela nem ao restante da família. Amigos o alertaram que o título do livro poderia não ter agradado os dirigentes chineses e ele dividiu sua angústia, desculpando-se pelo desabafo, com o público em Paraty, comovendo-me profundamente.
Não consegui descobrir se ele fez ou não a viagem, mas imagino que se tivesse sido preso, teriam noticiado largamente o fato.
Sobre Xinran, fica para o próximo post, ok?
beijo,
dany
Apesar de já fazer um tempinho, acho fundamental contar para vocês sobre os chineses que conheci na FLIP: a jornalista chinesa Xinran e o fotógrafo e ficcionista chinês Ma Jian. Eles deram uma palestra onde falaram de sua coragem em denunciar os abusos do governo chinês nos seus livros.
Ma Jian lançou "Pequim em Coma", que conta a história de um jovem que entra em coma depois de um acidente, e tem como pano de fundo o massacre na Praça Celestial, acontecido em 4 de junho de 1989.
Como nos explicou o autor, o maior crime não foi o massacre em si, mas o terrorismo emocional sistemático que o governo promoveu em seguida, fazendo o povo 'esquecer' o episódio. Sufocar a memória do povo foi mais cruel do que os assassinatos em si.
O próprio Ma Jio era um estudante na época, e só não esteve presente nos protestos porque foi cuidar do irmão que estava em coma depois de um acidente. Obviamente a sua experiência pessoal foi decisiva para a abordagem que o escritor escolheu para tratar da tragédia.
Falando em chinês o tempo todo, reservado como costumam ser os orientais, Ma Jio oportunizou ao público conhecer a repressão em que vive o povo chinês e o sofrimento de um exilado que já não é chinês em seu país, nem ocidental na Inglaterra, onde vive há vários anos. Ma Jian deixou uma filha na China, que fez aniversário no último dia 12 de julho. O escritor estava num dilema, pois temia ser preso ao visitar à filha, e não queria causar sofrimento nem a ela nem ao restante da família. Amigos o alertaram que o título do livro poderia não ter agradado os dirigentes chineses e ele dividiu sua angústia, desculpando-se pelo desabafo, com o público em Paraty, comovendo-me profundamente.
Não consegui descobrir se ele fez ou não a viagem, mas imagino que se tivesse sido preso, teriam noticiado largamente o fato.
Sobre Xinran, fica para o próximo post, ok?
beijo,
dany
Primeiro dia de Flip
Ontem assisti a primeira palestra de olho no celular, monitorando o doentinho em Curitiba.
Mas não deixei de aproveitar o texto delicioso do Domingos de Oliveira falando sobre separações. Apesar da dificuldade de entender o que ele falava - não sei se em decorrência da idade, de alguma doença, ou da famosa cachaça de Paraty - a platéia riu muito da sua forma peculiar de contar sobre o quanto sofreu com as suas cinco separações, e como lidou com cada situação.
Rodrigo Lacerda falou sobre seu livro 'Outras Vidas', que apesar do título quase mediúnico, conta a história de um casal que está na rodoviária com a filha de cinco anos, e enquanto esperam o ônibus de volta para casa, estão brigando e discutindo sobre uma relação já esvaziada.
Depois de saber que o pequeno estava diagnosticado, medicado e melhorando, consegui almoçar com tranquilidade no Café Paraty, onde experimentei o tradicional camarão com chuchu, prato da cozinha caiçara da região. Acompanhado de arroz, saladinha e feijão, com direito a chopp e gorjeta, a conta não chegou a R$ 20,00.
A palestra das 15:00h versava sobre 'Verdades Inventadas', com Arnaldo Bloch, Tatiana Salim Levy e Sérgio Rodrigues. Apesar da Tatiana ser menos articulada sob os holofotes (talvez por ser a mais jovem e também a mais 'fresca' - seu primeiro livro, A Chave da Casa, ganhou o Prêmio São Paulo e ela foi alçada à categoria de celebridade rapidamente), recomendo os três autores e seus respectivos livros. Mas eu conto isso no próximo post.
bjos,
dany
Mas não deixei de aproveitar o texto delicioso do Domingos de Oliveira falando sobre separações. Apesar da dificuldade de entender o que ele falava - não sei se em decorrência da idade, de alguma doença, ou da famosa cachaça de Paraty - a platéia riu muito da sua forma peculiar de contar sobre o quanto sofreu com as suas cinco separações, e como lidou com cada situação.
Rodrigo Lacerda falou sobre seu livro 'Outras Vidas', que apesar do título quase mediúnico, conta a história de um casal que está na rodoviária com a filha de cinco anos, e enquanto esperam o ônibus de volta para casa, estão brigando e discutindo sobre uma relação já esvaziada.
Depois de saber que o pequeno estava diagnosticado, medicado e melhorando, consegui almoçar com tranquilidade no Café Paraty, onde experimentei o tradicional camarão com chuchu, prato da cozinha caiçara da região. Acompanhado de arroz, saladinha e feijão, com direito a chopp e gorjeta, a conta não chegou a R$ 20,00.
A palestra das 15:00h versava sobre 'Verdades Inventadas', com Arnaldo Bloch, Tatiana Salim Levy e Sérgio Rodrigues. Apesar da Tatiana ser menos articulada sob os holofotes (talvez por ser a mais jovem e também a mais 'fresca' - seu primeiro livro, A Chave da Casa, ganhou o Prêmio São Paulo e ela foi alçada à categoria de celebridade rapidamente), recomendo os três autores e seus respectivos livros. Mas eu conto isso no próximo post.
bjos,
dany
Postado por
Dany Gomes
às
11:25
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Mãe é mãe, paca é paca!
Acho que podemos rodar o mundo que veremos a mesma situação.
Na dor e na doença, o filho quer o colo da mãe, a mãe quer estar ao lado do filho.
Acabei de saber que o carinha que vive me dizendo que sou uma chata, que vai fugir de casa ou morar num internato, está com 39 de febre. Na casa da minha mãe, para quem já passei todas as orientações, nomes e telefones de médicos de todos os escalões, sei que está muito, super bem cuidado. Mas isso não evita que o coração esteja apertado e dividido.
Aguardando notícias, vou tentar ignorar a culpa gralhando no meu ouvido direito, e tirar proveito do evento.
Já perdi a primeira palestra, e sei que não adianta ficar longe sem estar nem lá nem aqui.
Mas mãe é mãe, e paca é paca!
bj
dany
Na dor e na doença, o filho quer o colo da mãe, a mãe quer estar ao lado do filho.
Acabei de saber que o carinha que vive me dizendo que sou uma chata, que vai fugir de casa ou morar num internato, está com 39 de febre. Na casa da minha mãe, para quem já passei todas as orientações, nomes e telefones de médicos de todos os escalões, sei que está muito, super bem cuidado. Mas isso não evita que o coração esteja apertado e dividido.
Aguardando notícias, vou tentar ignorar a culpa gralhando no meu ouvido direito, e tirar proveito do evento.
Já perdi a primeira palestra, e sei que não adianta ficar longe sem estar nem lá nem aqui.
Mas mãe é mãe, e paca é paca!
bj
dany
Finalmente....Eu!
Queridos,
Depois de ser mãe, a literatura é minha maior paixão.
Uma vez por ano, consigo me dedicar exclusivamente aos meus interesses, sem pensar no almoço, na natação, lição de casa, supermercado.
Embarco para FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty.
Ano passado, a família passava por um momento delicado e não pude me ausentar.
Esse ano, tive que adiar por duas vezes a minha vinda - sábado no hospital com o caçula, domingo e segunda com o mais velho. Já estava tendo um xilique quando me dei conta que, exceto em caso de cirurgia ou doença crônica, eu NÃO ERA INSUBSTITUÍVEL, nem a única responsável. Deixei a ninhada aos cuidados do pai, da avó, e principalmente, de Deus. Tenho certeza que estão bem, e quem se martiriza mais sou eu - apesar de ontem ter recebido cinco ligações chorosas (reclamando dor, febre e colo) de um adolescente de 13 anos, geralmente revoltado!
O fato é que de hoje até domingo, sempre que sobrar um tempinho, vou postar alguma novidade da FLIP, para vocês curtirem um pouquinho a alegria que rola por aqui.
Após uma conferência de abertura que não pude assistir, um show delicioso da Adriana Calcanhoto abriu a festa. O clímax foi quando ela, sozinha no palco, cantou 'Eu sei que vou te amar'. A certa altura, Adriana generosamente dedilhou a melodia, enquanto o público, cantando baixinho, encantou a si mesmo.
Apesar da barriga roncando, saí flutuando do show, e voltei ao chão com um pastel de carne de 30 cm, especialidade do trailer da praça!
Hoje tomei um belo café da manhã e vou correr para a Tenda dos Autores, que o dia será cheio, e a primeira palestra já deve ter começado.
Beijo e até já,
dany
Depois de ser mãe, a literatura é minha maior paixão.
Uma vez por ano, consigo me dedicar exclusivamente aos meus interesses, sem pensar no almoço, na natação, lição de casa, supermercado.
Embarco para FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty.
Ano passado, a família passava por um momento delicado e não pude me ausentar.
Esse ano, tive que adiar por duas vezes a minha vinda - sábado no hospital com o caçula, domingo e segunda com o mais velho. Já estava tendo um xilique quando me dei conta que, exceto em caso de cirurgia ou doença crônica, eu NÃO ERA INSUBSTITUÍVEL, nem a única responsável. Deixei a ninhada aos cuidados do pai, da avó, e principalmente, de Deus. Tenho certeza que estão bem, e quem se martiriza mais sou eu - apesar de ontem ter recebido cinco ligações chorosas (reclamando dor, febre e colo) de um adolescente de 13 anos, geralmente revoltado!
O fato é que de hoje até domingo, sempre que sobrar um tempinho, vou postar alguma novidade da FLIP, para vocês curtirem um pouquinho a alegria que rola por aqui.
Após uma conferência de abertura que não pude assistir, um show delicioso da Adriana Calcanhoto abriu a festa. O clímax foi quando ela, sozinha no palco, cantou 'Eu sei que vou te amar'. A certa altura, Adriana generosamente dedilhou a melodia, enquanto o público, cantando baixinho, encantou a si mesmo.
Apesar da barriga roncando, saí flutuando do show, e voltei ao chão com um pastel de carne de 30 cm, especialidade do trailer da praça!
Hoje tomei um belo café da manhã e vou correr para a Tenda dos Autores, que o dia será cheio, e a primeira palestra já deve ter começado.
Beijo e até já,
dany
Postado por
Dany Gomes
às
09:51
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