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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Bye-bye, Totonhim

Foi duro me despedir, mas mesmo que a gente enrole, leia devagar, até perca de vez em quando o livro - seguindo a estratégia da pequena Clarice, uma hora a gente tem mesmo que terminar de ler.


Depois de passear comigo até por Buenos Aires, me separei de Totonhim com o coração apertado.
Mas feliz por ter conhecido e acompanhado a história desse baiano que galgou no braço um lugar ao sol na concorrida cidade de São Paulo, e que como todos nós, acerta, erra, foge de seus fantasmas para em outros momentos enfrentá-los, e que, ao se aposentar, coloca a vida na balança.

História de um brasileiro, de milhões de brasileiros, no fundo, de cada um de nós.

Para quem ainda não leu, recomendo triplamente. Isto porque Pelo Fundo da Agulha, como já contei aqui, é o terceiro livro de uma trilogia de Antônio Torres, que começa com Essa Terra e passa por O Cachorro e o Lobo.  Quem tiver dificuldade em encontrar qualquer dos três livros, é só falar com o Leônidas Hipolito - confrariadapalavra@terra.com.br.

Um beijo,

dany 

sábado, 31 de outubro de 2009

Viva o carteiro!

Houve um tempo em que mocinhas apaixonadas esperavam impacientes pela visita diária do carteiro. Quando ainda não existiam a internet, emails, mensagens instantâneas, muito menos celulares e torpedos. As notícias vinham personalizadas com a caligrafia do amigo, do padrinho, da mãe; com o perfume da namorada no papel decorado. Às vezes com as lágrimas que borravam as letras, às vezes com uma flor seca ou papel de bombom. Com o progresso, lá se foram as cartas, as pétalas secas, a ansiedade diária por novidades, a espera no portão. As notícias chegam rápido e invadem nossa privacidade a qualquer hora do dia ou da noite.

Mas sou do tipo saudosista. Adoro um papel de carta. Um envelope escrito a mão. E continuo achando graça no carteiro. E por ironia do destino - ou podemos chamar de reorganização da realidade - hoje é por causa da fatídica internet que espero ansiosa pelo carteiro. Isso porque compro vários livros on line, e às vezes outras besteirinhas também...Mais do que os envelopes, que geralmente são contas a pagar, adoro quando vejo que chegou um pacote. Fico até protelando a hora de abrir, para curtir mais o momento. Adoro sentir o cheiro do papel, admirar a capa imaculada, imaginar o novo mundo que mora lá dentro.

Essa semana, mais do que um livro comprado via web, tive a felicidade de receber um livro de presente do meu querido amigo e mestre Antônio Torres, com direito a dedicatória e tudo!Depois de ler Essa Terra e O Cachorro e o Lobo, não consegui encontrar o terceiro livro da trilogia, Pelo Fundo da Agulha. E ele, gentilmente, me mandou um exemplar, que já comecei a ler.Sorriso duplo! Curtir o cheirinho do papel, a beleza da capa, sonhar com as aventuras de Totonhim, e esquentar o coracão com o mimo do recém conquistado grande amigo.
Valeu, Antônio!!




um beijo,
dany

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Cachorro e o Lobo

Li recentemente O Cachorro e o Lobo, de Antônio Torres. O livro é o segundo de uma trilogia que começa com Essa Terra e termina com Pelo Fundo da Agulha.Contando a história de Totonhim e suas impressões sobre sua terra natal após uma estada de vinte anos em São Paulo, Torres relembra a dramática narrativa do primeiro livro, porém agora de uma forma leve e saborosa. Partilhei as sensações com o protagonista, vivendo as suas aventuras e matando suas saudades; muito nos divertimos juntos, perscrutando Junco, o pequeno vilarejo quase modernizado,  com olhos de gente de cidade grande.Uma leitura para vários gostos, que flui rápida, mas que deixa marcas duradouras.Se tiverem dificuldades em encontrar os livros, basta entrar em contato com o Lêonidas Hipólito (confrariadapalavra@terra.com.br).

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sugestões de leitura

Prometido, cumprido:



O santo sujo, a vida de Jayme Ovalle
Humberto Werneck

Nascido no Pará, mas cedo transplantado para o Rio de Janeiro, Jayme Ovalle (1896-1955) foi um artista que infundiu doses maciças de graça e poesia na vida de seus amigos - a linha de frente do modernismo brasileiro. Não deixou, porém, uma obra à altura da influência que exerceu sobre "pelo menos três gerações", no dizer de Vinicius de Moraes, que de Ovalle herdou a mania de usar diminutivos. Não por acaso, Manuel Bandeira escreveu um "Poema só para Jayme Ovalle" (um dos mais bonitos de sua obra). Cosacnaify





Cruz e Sousa - Dante negro do Brasil
Uelinton Farias Alves

Filho de escravos alforriados, João da Cruz recebeu educação refinada e o sobrenome Sousa do marechal Guilherme Xavier de Sousa.
Sem sombra de dúvida foi o mais importante poeta Simbolista brasileiro, chegando a ser considerado um dos maiores representantes dessa escola no mundo. Pallas



Para sempre teu, Caio F.: cartas, conversas, memorias de Caio Fernando Abreu
Paula Dip
 
Caio Fernando Abreu foi uma importante figura da literatura brasileira contemporânea. 'Em para sempre teu, Caio F.' a autora, que conviveu durante 20 anos com Caio,  reúne cartas, bilhetes e particularidades que dividiu com o escritor, além de depoimentos de pessoas importantes na vida de Caio. O 'Escritor da Paixão', como o definiu Lygia Fagundes Telles, morreu aos 47 anos, vítima de AIDS.  Record

domingo, 13 de setembro de 2009

Parabéns para você!!!!


Hoje nosso querido escritor ANTÔNIO TORRES está de aniversário!!!
Nascido na pequena cidade de Junco (hoje Sátiro Dias), no interior da Bahia - cidade que serviu de palco para o romance Essa Terra.
Ainda menino mudou-se para Alagoinhas para fazer o Ginásio indo depois a Salvador, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos transferiu-se para São Paulo e foi trabalhar no jornal Última Hora e depois passou a trabalhar em publicidade.
Viveu por três anos em Portugal e atualmente mora em Itaipava, RJ.
Ministra oficinas de conto, crônica e poesia dedica-se à atividade literária.


TRAJETÓRIA

Antônio Torres lançou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, quando estava com 32 anos. O livro causou grande impacto, sendo considerado pela crítica “a revelação do ano”.
Na sequencia, 'Os Homens dos Pés Redondos' confirmou as qualidades do escritor.  Porém, foi em 1976 que veio o sucesso com a publicação de  'Essa Terra', narrativa de fortes pinceladas autobiográficas que aborda a questão do êxodo rural de nordestinos em busca de uma vida melhor nas grandes metrópoles do sul, principalmente São Paulo.
Hoje considerada uma obra-prima, 'Essa Terra' ganhou uma edição francesa em 1984, abrindo o caminho para a carreira internacional do escritor baiano. Seus livros já foram publicados em Cuba, na Argentina, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Holanda, , Espanha e Portugal.
Torres, porém, não restringiu seu universo ao interior do Brasil. Passeia com a mesma desenvoltura por cenários rurais e urbanos, como em 'Um cão uivando para a Lua', 'Os Homens dos Pés Redondos', Balada da Infância Perdida' e 'Um Táxi para Viena d’Áustria'.
Vinte anos depois (1997), Torres decidiu retornar ao tema e aos personagens do consagrado Essa terra. Narrador e protagonista voltam à pequena Junco em 'O Cachorro e o Lobo', para encontrar uma cidade já transformada pela chegada do progresso. É um romance de fina carpintaria literária que foi saudado pela crítica, tanto no Brasil como na França, onde foi publicado em 2001.
Foi condecorado pelo governo francês, em 1998, como “Chevalier des Arts et des Lettres”, por seus romances publicados na França até então - 'Essa Terra' e 'Um Táxi para Viena d'Áustria'.
Em 2000, ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra.
Em 2001, foi o vencedor - junto com Salim Miguel por 'Nu na Escuridão' - do Prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura  da 9a. Jornada de Passo Fundo, RS, por seu romance 'Meu Querido Canibal'.
Neste livro Torres se debruça sobre a vida do líder tupinambá Cunhambebe, o mais temido e adorado guerreiro indígena, para traçar um painel das primeiras décadas de história brasileira.
Dando seqüência às suas pesquisas históricas, ele escreveu o romance "O Nobre Sequestrador', que trata da invasão francesa ao Rio de Janeiro em 1711, comandada por René Duguay-Trouin - corsário de Luis XIV, que sequestrou a cidade durante 50 dias, até que lhe fosse pago um alto resgate para que ela fosse devolvida a seus habitantes. Este livro foi finalista no Prêmio Zaffari & Bourbon de 2003.
Em 2006, Antônio Torres publicou o romance 'Pelo Fundo da Agulha', com o que fechou uma trilogia iniciada com 'Essa Terra' e seguida com 'O Cachorro e o Lobo'.


Felicidades e longa vida para esta grande figura da literatura brasileira!!!!

A VII Bienal do Livro de Pernambuco homenageia Raimundo Carrero



As datas do evento em Recife já estão confirmadas!
De 02 a 12 de outubro, o Centro de Convenções de Pernambuco sediará a feira, que tem como tema deste ano "Literatura do Princípio ao Fim".
O homenageado de 2009 será um dos grandes nomes da literatura pernambucana, o escritor, jornalista e professor Raimundo Carrero.
Em 1995 Carrero ganhou os prêmios Machado de Assis e APCA pelo romance "Somos Pedras que se Consomem" e em 1999 foi o vencedor do Prêmio Jabuti com o livro de contos "As Sombrias Ruínas da Alma".
Responsável por concorridas oficinas literárias que acontecem no Recife há dez anos, Carrero brindou os escritores locais com três dias de oficina de romance de durante a 1a Bienal do Livro de Curitiba.
Palmas para o escritor e para a organização que nos trouxe figura tão ilustre!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

The Man Booker Prize

Publiquei esse blog com a intenção inicial de discutir a maternidade nos dias de hoje.
Infelizmente, pequeno foi o retorno. Imagino que as mães estão enlouquecidas, envolvidas com fraldas, aulas de natação, lições de casa, consultas e reuniões. Nem sempre sobra um tempinho para nós...
Como os meus 'pequenos' já estão bem grandinhos, a cada dia que passa tenho me permitido investir mais em mim, e na minha segunda paixão, que é a literatura.
Então, ao invés de começar um novo blog para falar disso, resolvi postar aqui mesmo as novidades, afinal as mães, como educadoras, com certeza vão fazer bom proveito desses textos e discussões.
Hoje trago para vocês os seis finalistas do Man Booker Prize 2009, escolhidos entre os treze que foram divulgados em junho.

1) O sul-africano J. M. Coetzee disputa para ser o primeiro tricampeão do prêmio, com  Summertime


2)  A. S. Byatt,  chegará ao bicampeonato se vencer. The Childrens Book

3) Hilary Mantel -  Wolf Hall

4)  Sarah Waters -The Little Stranger


5) Simon Mawer  -The Glass Room


6) Adam Foulds - aos 34 anos, é o mais jovem finalista - The Quickening Maze

O resultado será divulgado no dia 06 de outubro, e o vencedor receberá 50.000,00 libras esterlinas.

Dá para o gasto, não é?

Mais informações (em inglês), vocês podem conferir aqui
The Man Booker Prize 2009

bj

dany

terça-feira, 18 de agosto de 2009

As boas mulheres da China

Escrito pela jornalista Xinran, este livro traz relatos que chegaram até a autora na época em que ela mantinha um programa na rádio, naquele país.
São histórias de sofrimento, repressão e violência que fazem parte, infelizmente, do dia-a-dia das mulheres na China.
Da revolução cultural de Mao Tse-tung até poucos anos atrás, as dificuldades e preconceitos enfrentados pouco mudaram, a ponto das chinesas não terem nem noção que existem outras formas de relacionamento entre maridos, mulheres, pais, mães e filhos
Narrando casos de habitantes de diferentes regiões, idade e posição social, as humilhações, maus-tratos e abandono parecem se repetir sistematicamente, evidenciando uma sociedade onde a mulher deve servir e obedecer aos pais, depois ao marido e então aos filhos.
Morando na Inglaterra desde 1997, Xinran já publicou cinco livros, e mesmo de longe, continua desnudando uma nação e uma cultura riquíssimas, mas extremamente desconhecida dos ocidentais.
Palmas para pequena grande mulher chinesa, Xinran!!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mea culpa!!

Eu sei que estou em falta com vocês.
Comecei a falar de alguns livros, prometi mais comentários sobre eles, e nada...
Como já devem saber, publiquei um outro blog, em parceria com minha filhota, e a aventura tem tomado mais tempo que eu imaginava.
Mas tem sido muito bom!
Primeiro porque temos passado mais tempo juntas, e nos divertimos muito.
Depois, porque ela teve sérios problemas de saúde esse ano, teve que parar o colégio, e precisava urgentemente de uma atividade.
Ela é super ligada em moda, e está empolgada com a nossa iniciativa.
E já começamos a vender!!
Só agora consegui fazer funcionar a inscrição por email do outro blog, portanto, se gostaram, deixem lá o seu endereço, que todos os dias a gente publica uma oferta.

www.alojinhadanola.blogspot.com


E sobre os livros, antes de voltar a falar da 'Mãe Minuto' e 'Eu era uma ótima mãe até ter filhos', vou contar para vocês que comecei a ler um livro chamado 'O Clube do Filme', de David Gilmour.
Conta a história de um pai que, vendo o filho adolescente completamente desestimulado para estudar, propõe a ele que largue a escola, desde que assista três filmes (escolhidos pelo pai) por semana com ele. E o resultado das sessões parece ter sido maravilhoso.
Em época de gripe A e férias forçadas, achei que podia tirar algum proveito, já que meu adolescente 'odeia escola'.
Estou bem no começo mas já gostei.
A iniciativa contada no livro é realmente ousada, mas acredito que existem coisas que ensinam muito mais que a educação tradicional, como uma viagem em família, por exemplo.
Vou tentar seguir a idéia dos filmes para aproveitar o tempo ocioso das 'férias' do meu pequeno, e se eu achar que vale a pena, conto para vocês!
Por enquanto, fica a sugestão do livro.

beijo,

dany

sábado, 4 de julho de 2009

Coragem de denunciar

Tinha resolvido não enfrentar mais filas para pegar autógrafos dos escritores na FLIP, já que minhas experiências anteriores mostraram que além do enorme tempo gasto esperando, fazendo com que eu perdesse outras palestras, a dedicatória não passava de um frustrante ‘Para: Daniele’, escrito com um meio sorriso, às pressas.
Mas depois da palestra dos autores chineses, não pude conter minha vontade de guardar um pouco daquela coragem para mim, nem que fosse através de um rabisco num livro.
E depois de uma rápida passada na livraria e um longo tempo na fila, ganhei mais do que isso!
Xinram começou me pedindo desculpas pelo tempo que me fez esperar, autografou dois livros, pousou para uma foto e escutou agradecida meus elogios à sua coragem.
Com Ma Jio tive ainda mais sorte. Como o livro que está lançando no Brasil, ‘Pequim em Coma’, é pesado, grosso e um tanto caro, fui a última pessoa interessada em seu autógrafo, enquanto a espera por Xinran ainda era grande. Isso me permitiu não só foto e dedicatória, mas também meu nome escrito em chinês e 100% de sua atenção. Com ajuda do intérprete, tentei descrever minha emoção com a palestra, com sua bravura e seu amor à China. E da injustiça que era um homem capaz de arriscar a vida para lutar por seu povo e seu país ser privado de viver nele. Acredito que ambos os autores escutem isso o tempo todo, mas ele me pareceu verdadeiramente tocado com o elogio.
O dia terminou com um caldo de abóbora com carne seca, uma taça de vinho tinto e um bombom de morango com trufas. Tudo por R$ 18,00. E em meio a um artista em cada esquina e à galera ainda animadíssima, vim para a pousada descansar para o próximo dia.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Viva as Mães Chinesas

Olha só, pessoal, comecei esse post e esqueci de publicá-lo....
Apesar de já fazer um tempinho, acho fundamental contar para vocês sobre os chineses que conheci na FLIP: a jornalista chinesa Xinran e o fotógrafo e ficcionista chinês Ma Jian. Eles deram uma palestra onde falaram de sua coragem em denunciar os abusos do governo chinês nos seus livros.
Ma Jian lançou "Pequim em Coma", que conta a história de um jovem que entra em coma depois de um acidente, e tem como pano de fundo o massacre na Praça Celestial, acontecido em 4 de junho de 1989.
Como nos explicou o autor, o maior crime não foi o massacre em si, mas o terrorismo emocional sistemático que o governo promoveu em seguida, fazendo o povo 'esquecer' o episódio. Sufocar a memória do povo foi mais cruel do que os assassinatos em si.
O próprio Ma Jio era um estudante na época, e só não esteve presente nos protestos porque foi cuidar do irmão que estava em coma depois de um acidente. Obviamente a sua experiência pessoal foi decisiva para a abordagem que o escritor escolheu para tratar da tragédia.
Falando em chinês o tempo todo, reservado como costumam ser os orientais, Ma Jio oportunizou ao público conhecer a repressão em que vive o povo chinês e o sofrimento de um exilado que já não é chinês em seu país, nem ocidental na Inglaterra, onde vive há vários anos. Ma Jian deixou uma filha na China, que fez aniversário no último dia 12 de julho. O escritor estava num dilema, pois temia ser preso ao visitar à filha, e não queria causar sofrimento nem a ela nem ao restante da família. Amigos o alertaram que o título do livro poderia não ter agradado os dirigentes chineses e ele dividiu sua angústia, desculpando-se pelo desabafo, com o público em Paraty, comovendo-me profundamente.
Não consegui descobrir se ele fez ou não a viagem, mas imagino que se tivesse sido preso, teriam noticiado largamente o fato.
Sobre Xinran, fica para o próximo post, ok?

beijo,

dany

Primeiro dia de Flip

Ontem assisti a primeira palestra de olho no celular, monitorando o doentinho em Curitiba.

Mas não deixei de aproveitar o texto delicioso do Domingos de Oliveira falando sobre separações. Apesar da dificuldade de entender o que ele falava - não sei se em decorrência da idade, de alguma doença, ou da famosa cachaça de Paraty - a platéia riu muito da sua forma peculiar de contar sobre o quanto sofreu com as suas cinco separações, e como lidou com cada situação.
Rodrigo Lacerda falou sobre seu livro 'Outras Vidas', que apesar do título quase mediúnico, conta a história de um casal que está na rodoviária com a filha de cinco anos, e enquanto esperam o ônibus de volta para casa, estão brigando e discutindo sobre uma relação já esvaziada.

Depois de saber que o pequeno estava diagnosticado, medicado e melhorando, consegui almoçar com tranquilidade no Café Paraty, onde experimentei o tradicional camarão com chuchu, prato da cozinha caiçara da região. Acompanhado de arroz, saladinha e feijão, com direito a chopp e gorjeta, a conta não chegou a R$ 20,00.

A palestra das 15:00h versava sobre 'Verdades Inventadas', com Arnaldo Bloch, Tatiana Salim Levy e Sérgio Rodrigues. Apesar da Tatiana ser menos articulada sob os holofotes (talvez por ser a mais jovem e também a mais 'fresca' - seu primeiro livro, A Chave da Casa, ganhou o Prêmio São Paulo e ela foi alçada à categoria de celebridade rapidamente), recomendo os três autores e seus respectivos livros. Mas eu conto isso no próximo post.

bjos,
dany