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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Buenos Aires - Mais imagens

Um pouco da arquitetura portenha









Lindo, não?

beijo,

dany

Livros por toda Buenos Aires

Uma coisa que chamou a nossa atenção na viagem foi a quantidade de livrarias espalhadas pela cidade.
É lindo de ver.
Queria tirar fotos de todas que encontrei, mas a pressa e a chuva não ajudaram.
Assim, deixo aqui as que consegui retratar, as outras ficam para a próxima viagem....


 

Essa não é muito linda?? Palermo Soho.....



Não podia faltar, não é?

um beijo,

dany

Buenos Aires - dia 4

Dedicamos a segunda-feira às compras, começando pelos Outlets na Avenida Córdoba. Antes de mais nada, tomamos um desayno no Viejo Bar, muito melhor que o do hotel. Mas o mais curioso lá foram os sachês de açucar, cada um com uma frase diferente impressa no verso. Sempre uso dois sachês por xícara (grande!), mas dessa vez fui obrigada a trazer alguns de lembrança... Me esforcei para completar a coleção (20 diferentes na edição 2009), mas o dono do café já estava me olhando de cara feia! As traduções foram por minha conta (humilde chutômetro) Se alguém achar erros, por favor, denuncie!!


01/20 - Piedra que rueda no cria mocho. Pedra que rola não cria mofo.
04/20 Buscate um buen compañero de viaje antes de buscar la ruta. Procure um bom campanheiro de viagem antes de escolhar a rota.
05/20 - El agua fluye, las piedras se mantienem. A água flui, as pedras se mantêm.
06/20 - Gran descanso es estar libre de culpa. Grande descanso é estar livre de culpa.
07/20 - Todo se vuelve um poco diferente al decirlo en voz alta.
Tudo fica um pouco diferente quando é dito em voz alta.
08/20 - Si la piedra cae sobre el huevo, mala suerte para el huevo. Si el huevo cae sobre la piedra, mala suerte para el huevo.
Se a pedra cai sobre o ovo, má sorte para o ovo. Se o ovo cai sobre a pedra, má sorte para o ovo.
09/20 - La entrada es gratis, la salida no. A entrada é grátis, a saída não.
10/20 - Si no puedes convencerlos, confúndelos. Se não pode convencê-los, confunda-os.
11/20 - Si alguien te muerde, te hace recordar que vos también tenés dientes. Se alguém te morde, lembre-lhe que você também tem dentes.
12/20 - Mejor es hacer um bien pequeño que prometer um bien grande.  Melhor é fazer um bem pequeno do que prometer um bem grande.

Depois de deixarmos algumas sacolas no hotel, almoçamos num restaurante japonês que tinha ali por perto e fomos para a Calle Florida.  Ponto turístico da capital, é uma rua destinada só aos pedestres, com lojas de todo tipo. Muito parecida com a Rua das Flores em Curitiba. Passeamos, tomamos sorvete no Freddo, e à noite fomos jantar em Puerto Madero. Tudo muito gostoso!  Nessa madrugada o maridão voltou para a labuta e fiquei mais um pouco curtindo.
Depois eu conto mais!

um beijo,

dany

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Esquina Carlos Gardel - fechando o dia 3 com chave de ouro!

Depois da já tradicional soneca da tarde (é o resultado de chuva+vinho...), fomos assistir a um show de tango na 'Esquina Carlos Gardel'. Mesmo sendo para super, ultra turístico, não podíamos deixar de experimentar. E o esquema todo superou as expectativas!!!

O programa é caro, mas vale cada centavo.
Primeiro nos pegaram no hotel e nos levaram até o local.





Lá fomos encaminhados para a mesa, onde foi servido um jantar delicioso, com direito a entrada, prato principal, sobremesa, e muito vinho... O lugar é enorme, e muito bonito. Estávamos cercados de brasileiros por todos os lados; paulistas, mineiros, candangos, catarinenses. Alguns muito simpáticos, outros nem tanto. Principalmente no tratamento dos garçons, deixaram a desejar.
O que mais me impressionou foi uma paulista que teimava em falar em português, e ficava irritada se o moço não a entendia. Meu castelhano é péssimo, mas a obrigação de tentar me comunicar é minha, não???
Enquanto nós jantávamos, olhei a quantidade de gente em volta e fiquei imaginando o tamanho da fila para pagar. Até aquele momento, ninguém tinha nos cobrado nada, apesar de já estarmos cientes do preço, claro.
Terminada a refeição, o nosso garçom discretamente perguntou ao Marcio como ele queria pagar, trouxe a comanda, a fatura do cartão para ele assinar, e quando começou o show já estava tudo resolvido.




Fiquei extasiada..... 


Teve momentos que achei que as dançarinas eram bonecas de pano....
Na saída, o nosso motorista esperava com um plaqueta com o número da van, e nos levou de volta para o hotel, sem tumulto, sem confusão.
Super recomendo!!!

beijo,

dany

Buenos Aires - dia 3 - A saga continua....


Do lado da casa da Mafalda havia uma loja vendendo souvenirs.


Canecas para todos os gostos. Mafalda em várias situações...




...alegre...   


...dançante...


...preocupada com o meio-ambiente...



...com o futuro do planeta...



 ...com os pais, o irmão, os amigos...












 ...imitando poses famosas....















Os amigos, fofos, em pessoa...

da esquerda para direita:
Suzanita, Manolito, Felipe e o irmãozinho, Guinle


E, é claro, a estrela principal!!



Tive vontade de trazer todos, mas me contive, porque além de  pesadas (as canecas), os preços não eram convidativos. Para saber mais sobre essa personagem instigante, clique Mafalda, por Quino.


Depois de curtir muito essa pequena portenha, fomos nos refugiar da chuva num simpático restaurante francês, onde comemos carne e bebemos vinho, para variar! A foto não condiz com o ambiente agradável, mas fica para registro.




Eu achei que o garçom era a cara do ator Javier Barden (Mar Adentro - Vicky, Cristina, Barcelona). Tentei tirar várias fotos, o mais próximo que consegui de um close foi essa: 

E então, é parecido ou não??


O resto do dia, você confere no próximo post.

beijo,

dany

domingo, 8 de novembro de 2009

Buenos Aires - dia 3

Manhã nublada em Buenos Aires. Nós já achando que estava tudo ótimo - pelo menos não chovia  - e nos mandamos para San Telmo, onde acontece a famosa feira de antiguidades todo domingo.  Saindo do metrô, pedimos informações para um senhor que passava com sacolas de mercado no braço. O homem era um guia turístico ambulante. Nos indicou várias opções, explicando o que encontraríamos em cada quarteirão. Onde era mais barato, onde era mais interessante, enfim, um achado!
Eu queria trazer tudo o que via na frente, mas meu bom senso me alertava para a dificuldade de transporte de itens mais delicados. Depois de parcas comprinhas paramos para uma empanada! Entre uma barraca e outra, quem eu encontro? Nada menos, nada mais que a minha querida, estimada, amada Mafalda!!!



Ela não é muuuuiiiiito fofa? Para quem não conhece, a Mafalda é uma menina politizada,  feminista, preocupada com o futuro da Argentina e do mundo, criada pelo argentino Quino e cujas tirinhas começaram a ser publicadas em setembro de 1964 na "Primera Plana", revista semanal de atualidades nacionais e internacionais. Eu sou fã de carteirinha dessa mini-portenha e não resisti... Tive que tietar!



Sentei do ladinho...


...abracei...


...dei um beijinho...



...e mais um beijão!




Essa vai para o álbum!



Fui visitar a casa dela...


...minha amiga é Patrimônio Cultural!!



um beijo,

dany

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Buenos Aires - dia 2 - parte 2

Sábado, dia 31 de outubro, Dia das Bruxas. Talvez por isso choveu tanto em Buenos Aires. Saindo do Malba, resolvemos conhecer 'A Quadra', um largo coberto, dica da revista de bordo da TAM. Chegamos lá e achamos uma furada! Lojas fechadas e restaurantes sem charme. Saímos andando na chuva, e resolvemos experimentar o Las Cabritas. Tinha um ar aconchegante e estava cheio (sinal de que devia valer a pena, não é?)



A cestinha com os lápis colorido foi o mais bacana do almoço...
Tomamos um vinho nacional, é claro, empanadas de entrada e carne como prato principal. Tudo ok. Nada mais. Não indico. O que vale a pena é uma lojinha que tem do outro lado da rua, com 'objetos com personalidade'. Depois de tantas andanças, fomos para o hotel tirar uma soneca, porque o clima não animava para outro programa.

À noite, aí sim, acertamos em cheio. Conhecemos um bar fora do circuito turístico com jazz ao vivo. Pagando apenas 40 pesos de ingresso, e mais um pouco por uma tábua de queijos e bebidas (eu fui de refri, para me recompor!), curtimos um som introspectivo, perfeito para reflexões.  Tipos curiosos, de todas as idades e estilos e uma decoração pitoresca completaram o cenário. O teto era curvo, parecendo um tênue túnel, com tijolos à vista e protegidos por uma tela. A iluminação era  difusa,  com tijolos de vidro sobre o bar de concreto, que recebiam luz por baixo, algumas luminárias pelas paredes simulando velas e sobre o palco um lustre que parecia uma ramalhete de ponta cabeça,  com lâmpadas que lembravam pequenas tulipas. Sentamos no bar e dali pude acompanhar a movimentação da equipe do Thelonius. Um rapaz com cabelo raspado,  afastador nas orelhas, munhequeira de couro e cinto  de tachinhas estilo roqueiro cuidava do caixa e ajudava a servir quando necessário.  Um ruivo com chapéu quadriculado era responsável pela mesa de som. A garçonete, Sophie, era bem novinha e tinha um nariz marcante, que de forma alguma era feio ou exagerado.  Um cabeludo, de camiseta regata preta e braços musculosos, preparava os drinques.  A banda era composta de guitarra,  trompetista e  violoncelo. Meu ralo castelhano só identificou os nomes de dois dos três músicos, Juan Pablo e Carlos. O músico do Celo ficou anônimo.





O trompetista, o mais velho e claramente o 'chefe'  do grupo, ficou irritado no começo do show com o bate-papo e fez um -Shhhhhh!!! que funcionou rapidinho (devia ter trazido o moço para a café literário da Bienal de Curitiba....). O guitarrista parecia o Visconde de Sabugosa. Talvez pelos cabelos crespos e o rosto claro e magro. Era o que mais viajava enquanto tocava. Enfim, noite deliciosa, programa super ultra recomendado!!!


um beijo,


dany

Buenos Aires - dia 2

Levantar nunca é uma tarefa fácil para mim, ainda mais com duas trocas de horário em menos de um mês...
Mas Buenos Aires merecia um esforço extra, e depois de um café da manhã bem qualquer nota, caminhamos até o Subte (metro). Lá pegamos a linha D - verde - em direção a Palermo Soho. Turistas padrão, assim que saímos da estação, na Plaza Itália, abrimos o nosso pequeno mapa e ficamos olhando ao redor com cara de "sabe Deus para onde temos que ir agora..."  Prontamente uma senhora carioca - que vive na Argentina há quarenta anos - perguntou se queríamos ajuda e nos indicou o caminho em direção à Plaza Serrano, onde acontece a feira de artesanato todo sábado. Pegando a rua indicada, saí literalmente caminhando com Borges. A Avenida chama-se Av. Jorge Luis Borges; besteira ou não, já fiquei toda emocionada. Mal sabia que era o mais próximo que chegaria dele... Apesar de insistentes tentativas, pela internet, na Casa Cultural Borges, e até mesmo trocando ideias com um local, não consegui descobrir nenhum museu ou local dedicado a ele. Se alguém tiver a manha, favor me passar as indicações para a próxima visita à Buenos Aires.
Enfim....
Caminhamos um bocado e demos de cara com ruas vazias, lojas fechadas e uma feirinha ainda pensando em acontecer. Adiós Palermo Soho! Tomamos um táxi até o Malba - Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires.


Como ainda faltava meia hora para a abertura do museu, fomos tomar um café na quadra seguinte.

A região é muito bonita, como vocês podem conferir nas fotos abaixo.







No café, que era dentro do Museu de Ciência e Tecnologia (ou algo assim), tinha um carro em exposição!



Depois do lanchinho, voltamos ao Malba para ver as obras de  Andy Warhol.



A exposição foi interessante porém nada surpreendente. Ele foi um apaixonado pelo seu país, Estados Unidos, e retratou a cultura americana ironizando e eternizando seus ícones. Também realizou filmagens e retratou acidentes graves, numa tentativa de banalizar a morte.
Esta frase dele foi reveladora para mim:

Em algumas palavras ele resumiu a forma de uniformizar o comportamento de uma nação e também o resto do mundo ocidental.  A prova irrefutável da bestificação pela comunicação em massa. Quem tem o poder de 'guiar'  as massas, pode tudo....

Ainda no Malba  me encantei com uma instalação divertida e agregadora que havia no andar térreo.

Descendo alguns degraus havia uma sala escura onde um filme era projetado na parede mostrando uma partida de futebol com nosso querido time brasileiro. Pelé marca um gol e comemora com o time e com a torcida. Pouco mais de um minuto. O curioso é que o nosso Rei vestia a camisa 10, porém nas cores do uniforme argentino.... E o narrador chamava-o de Maradona! Eu que fico fula da vida de acharem que o argentino chega aos pés de Pelé já estava praguejando quando começou, na parede oposta, a projeção de outro filme. Desta vez era o Maradona que marcava um gol e comemorava com o time argentino, mas vestindo uma camisa do Brasil! E o narrador se referia a ele como Pelé. Foi aí que entendi o título da obra 'Nem cor, nem tamanho'.  Infelizmente não anotei o nome do artista, mas tive vontade de bater palmas. Genial. Um tapa de luva de pelica. Não importa a cor da pele, nem da camisa. Os dois são maravilhosos. E ponto final!!!