Mostre-me um exemplo Profissão: Mãe!: Antônio Torres
Mostrando postagens com marcador Antônio Torres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antônio Torres. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Você conhece? Antônio Torres

Nasceu em Junco, hoje a cidade Sátiro Dias, em 13 de setembro de 1940.


Antônio começou a se tornar escritor quando sua mãe lhe apresentou o ABC  e ensinou-o a ler. Ele se encantou e nunca mais se separou das palavras. Aos 7 anos, declamou Castro Alves para toda a vila, e ficou encantado ao ver o povo emocionado.  Escrevia no jornal do ginásio, e para ser contratado em Salvador pelo Jornal da Bahia foi um pulo. De lá, rumou para São Paulo, onde trabalhou como jornalista e depois como redator publicitário. Aos 32 anos publicou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, e foi considerado pela crítica a revelação do ano. Depois lançou Os Homens de Pés Redondos. 

O sucesso chegou em 1976, com o lançamento de Essa Terra, narrativa de fortes pinceladas autobiográficas, que fala da questão do êxodo rural dos nordestinos em busca de uma vida melhor nas metrópoles. De uma sensibilidade ímpar, o livro é uma obra de arte. Vinte anos depois, Torres deu sequência à história, escrevendo O Cachorro e o Lobo, e mais tarde fechou a trilogia com o livro Pelo Fundo da Agulha. Com este último, conquistou o prêmio Jabuti, no ano de 2007. 

Recebeu também o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, e foi nomeado pelo governo francês Chevalier des Arts et des Lettres (Cavaleiro das Artes e das Letras). Seus livros já foram publicados na França, Cuba, Argentina, Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Holanda, Israel, Espanha e Portugal. 

Atualmente vive em Itaipava, RJ. 
Para saber mais sobre este autor, acesse www.antoniotorres.com.br

um beijo

dany

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Viva o Mestre!!!

Hoje nosso querido Antônio Torres completa 70 anos!!


Viva o grande mestre, que continue a nos presentear com seus escritos.

um beijo

dany

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

70 anos de Antônio Torres

No próximo dia 13 de setembro o nosso querido mestre Antônio Torres completa 70 anos.
Em homenagem a ele e a seu trabalho importantíssimo na literatura brasileira, a Universidade Estadual de Feira de Santana vai promover um seminário de dois dias, com a presença do autor, que vai ministrar uma oficina.
Sorte dos baianos!!!
um beijo,

dany

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010 começa bombando!!!

Dizem que o que fazemos no dia 01 de janeiro modulo o que faremos o ano todo.
Por isso me esforcei bastante hoje.

Acordei quando acabou meu sono, tomei um bom café da manhã e fui pegar uma praia!
Tomei um banho de mar delicioso, conversei e dei risadas com meus amigos, li, escrevi, assisti o filme Perfume de Mulher[bb] - e o Al Pacino sempre emociona - fiz uma bela refeição agora há pouco, e, para fechar o dia com chave de ouro, vou postar novidades literárias!!

No dia 07 de janeiro, na Casa do Saber, começa a Oficina de Verão do querido Antônio Torres.


Ritmos de Rio em Prosa e Verso" será uma oficina de crônica, conto e poesia, com a trilha literária - e sonora - das mais belas páginas que a cidade inspirou. Os encontros serão semanais e acontecem toda quinta-feira, às 19h. Para saber mais detalhes ou fazer sua inscrição, é só acessar www.casadosaber.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Bye-bye, Totonhim

Foi duro me despedir, mas mesmo que a gente enrole, leia devagar, até perca de vez em quando o livro - seguindo a estratégia da pequena Clarice, uma hora a gente tem mesmo que terminar de ler.


Depois de passear comigo até por Buenos Aires, me separei de Totonhim com o coração apertado.
Mas feliz por ter conhecido e acompanhado a história desse baiano que galgou no braço um lugar ao sol na concorrida cidade de São Paulo, e que como todos nós, acerta, erra, foge de seus fantasmas para em outros momentos enfrentá-los, e que, ao se aposentar, coloca a vida na balança.

História de um brasileiro, de milhões de brasileiros, no fundo, de cada um de nós.

Para quem ainda não leu, recomendo triplamente. Isto porque Pelo Fundo da Agulha, como já contei aqui, é o terceiro livro de uma trilogia de Antônio Torres, que começa com Essa Terra e passa por O Cachorro e o Lobo.  Quem tiver dificuldade em encontrar qualquer dos três livros, é só falar com o Leônidas Hipolito - confrariadapalavra@terra.com.br.

Um beijo,

dany 

sábado, 31 de outubro de 2009

Viva o carteiro!

Houve um tempo em que mocinhas apaixonadas esperavam impacientes pela visita diária do carteiro. Quando ainda não existiam a internet, emails, mensagens instantâneas, muito menos celulares e torpedos. As notícias vinham personalizadas com a caligrafia do amigo, do padrinho, da mãe; com o perfume da namorada no papel decorado. Às vezes com as lágrimas que borravam as letras, às vezes com uma flor seca ou papel de bombom. Com o progresso, lá se foram as cartas, as pétalas secas, a ansiedade diária por novidades, a espera no portão. As notícias chegam rápido e invadem nossa privacidade a qualquer hora do dia ou da noite.

Mas sou do tipo saudosista. Adoro um papel de carta. Um envelope escrito a mão. E continuo achando graça no carteiro. E por ironia do destino - ou podemos chamar de reorganização da realidade - hoje é por causa da fatídica internet que espero ansiosa pelo carteiro. Isso porque compro vários livros on line, e às vezes outras besteirinhas também...Mais do que os envelopes, que geralmente são contas a pagar, adoro quando vejo que chegou um pacote. Fico até protelando a hora de abrir, para curtir mais o momento. Adoro sentir o cheiro do papel, admirar a capa imaculada, imaginar o novo mundo que mora lá dentro.

Essa semana, mais do que um livro comprado via web, tive a felicidade de receber um livro de presente do meu querido amigo e mestre Antônio Torres, com direito a dedicatória e tudo!Depois de ler Essa Terra e O Cachorro e o Lobo, não consegui encontrar o terceiro livro da trilogia, Pelo Fundo da Agulha. E ele, gentilmente, me mandou um exemplar, que já comecei a ler.Sorriso duplo! Curtir o cheirinho do papel, a beleza da capa, sonhar com as aventuras de Totonhim, e esquentar o coracão com o mimo do recém conquistado grande amigo.
Valeu, Antônio!!




um beijo,
dany

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Cachorro e o Lobo

Li recentemente O Cachorro e o Lobo, de Antônio Torres. O livro é o segundo de uma trilogia que começa com Essa Terra e termina com Pelo Fundo da Agulha.Contando a história de Totonhim e suas impressões sobre sua terra natal após uma estada de vinte anos em São Paulo, Torres relembra a dramática narrativa do primeiro livro, porém agora de uma forma leve e saborosa. Partilhei as sensações com o protagonista, vivendo as suas aventuras e matando suas saudades; muito nos divertimos juntos, perscrutando Junco, o pequeno vilarejo quase modernizado,  com olhos de gente de cidade grande.Uma leitura para vários gostos, que flui rápida, mas que deixa marcas duradouras.Se tiverem dificuldades em encontrar os livros, basta entrar em contato com o Lêonidas Hipólito (confrariadapalavra@terra.com.br).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Último dia de Bienal

Depois de receber 700.000 visitantes durante os dez dias de feira, a Bienal (infelizmente) chegou ao fim.






Ítalo Moriconi,  curador do Café Literário, fechou brilhantemente a programação neste domingo, com encontros que começaram com Michel Laub e Flávio Carneiro, até fechar com Marina Colasanti e Miguel Souza Tavares.






Chegamos ao Riocentro às 13h30 para o bate-papo com Antônio Torres (Essa Terra, O Cachorro e o Lobo, entre muitos outros) , Arnaldo Bloch (Os Irmãos Karamabloch) e Luiz Ruffato .






Como sempre, Antônio Torres encantou com sua simpatia e simplicidade


Ao nosso lado, o escritor Rodrigo Lacerda desfrutou do papo gostoso e  interessante  do trio, cujo tema era História de Vida e Construção da Assinatura de Autor.








Pose para o blog!!






No final da palestra, meu carinho e agradecimento ao mestre!
Já estou com saudades...
beijo,
dany

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Oficina de Romance - Antônio Torres

Dando continuidade às DEFINIÇÕES de romance:


11 - “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Assim começa o Evangelho Segundo São João. Para nos dizer que o dom da palavra é uma graça  divina. Ao dar fala ao homem, Deus o teria distinguido no reino animal. Afinal, Ele o criara à sua imagem e semelhança.
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito Pai, cheio de graça e de verdade”.   
    
Recorro a este memorável texto bíblico por dois motivos.
Primeiro, pela sua beleza literária. Segundo: considerada o livro dos livros, o mais lido de todos os tempos no mundo ocidental, a Bíblia é um caso exemplar de fabulação, a começar pelo Primeiro livro de Moisés chamado Gênesis, o mito dos mitos, que verdade científica alguma conseguiria suplantar no imaginário humano.
Revisitemos o seu início, ainda que tão somente pelo prazer de reler o mais admirável de todos os textos:
No princípio criou Deus os céus e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sob a face do abismo; e o espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz. E houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre luz e as trevas.
E Deus chamou a luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã o dia primeiro.
Etc.

Tão conhecida quanto essa história é a da própria Bíblia.
Nascida no deserto com Moisés, no século 13 antes de Cristo, ela reúne uma coletânea de livros escritos por diferentes autores ao longo de vários séculos.
Os que se relacionam à aliança de Deus com o povo judeu estão no Antigo Testamento. Já o Novo Testamento apresenta os relatos concernentes à aliança de Jesus Cristo com todos os povos. O conjunto dessa obra sagrada tem exercido uma poderosa influência na literatura. Nem é preciso um grande esforço de memória para lembrar alguns títulos de romances e de contos de inspiração bíblica. Cinco casos exemplares: “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, “Absalom, Absalom” e “Desça, Moisés”, de William Faulkner, “O hóspede de Job”, do português José Cardoso Pires, e o recentíssimo “Caim”, da nossa contemporânea Márcia Denser.
Esse poder de sedução da Bíblia, para os escritores, se explica. Além de suas revelações, que fundamentam as crenças cristãs, nela encontram-se todas as matrizes literárias: a mítica, a trágica, a épica, a lírica, a dramática. E tudo com fabulação, estilo, uso estético da linguagem, no que se inclui a qualidade poética, sem a qual não se chega à literariedade.
Portanto, se no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, o Verbo se fez literatura, já como uma criação do homem, a quem Deus deu a fala. E ele, o bicho-homem, fabulista, fabulador, fabuloso por natureza, da palavra falada chegou à escrita. E ela, a literatura, se desenvolveu com o próprio desenvolvimento da espécie, pela sua necessidade de contar histórias e de preservar a sua memória. Mas a literatura só ganharia existência concreta, ou seja, corpo, forma, difusão e perenidade, a partir do advento da imprensa, no século 15 depois de Cristo.
Povos primitivos já desenvolviam uma rica produção de lendas, mitos e histórias, por vezes associada à música, à dança e à dramatização, em espetáculos religiosos e profanos. E assim se formou a tradição da literatura oral, que gerou grandes poemas épicos, os textos sacros e as representações dramáticas das civilizações antigas da Europa e da Ásia. Na Idade Média, baladas, poemas, contos, gestas, adágios e adivinhações da cultura popular passaram à forma escrita, através de mãos eruditas. O avanço seguinte viria com a palavra impressa. E aqui cabe um tributo ao alemão Johannes Gensfleisch Gutenberg, o inventor dos caracteres móveis que dariam origem à tipografia, e daí às artes gráficas, à imprensa, sem as quais a indústria editorial não viria a existir.
Resultaram desse processo obras como o “Mahabharata” e o “Ramayana”, da Índia, a “Odisséia” e a “Ilíada”, de Homero, o “Edda” escandinavo, e a própria Bíblia.


Por hoje é só, pessoal.
Bjo,
dany

domingo, 13 de setembro de 2009

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO! Para gostar de ler (e escrever) romance

Hoje é o aniversariante que nos presenteia!!
Com muita generosidade, Antônio Torres me enviou anotações  - que agora divido com vocês - da oficina de romance que ministrou na Casa do Saber, no Rio de Janeiro, em julho deste ano.
Vou postar um pouco por dia, para não ficar muito longo, ok?

PARTE 1 - DEFINIÇÃO

                                                  
 1. Segundo o mestre Aurélio, o romance é a “transposição artística da vida em longa narrativa dos atos e sentimentos de personagens imaginárias”.

                         
2. Mestre Houaiss:
    “Obra narrativa escrita em língua românica, em prosa ou em verso”. 
    “Prosa, mais ou menos longa, na qual se narram fatos imaginários, às vezes inspirados em fatos reais,   cujo centro de interesse pode estar no relato de aventuras, no estudo de costumes ou tipos psicológicos, na crítica social etc.”
                           
3. Outras definições:
    “Composição poética narrativa do romanceiro popular, em particular a de tema amoroso”.

    “Descrição marcada pelo exagero e pela fantasia (vai fazer um romance para contar um simples incidente...)”.

    “Fato real que, por ser muito complicado, parece inacreditável.”
    
4. Grande Enciclopédia Larousse Cultural:
    “Gênero literário em prosa relativamente longa, caracterizado pela narração de acontecimentos fictícios, mas geralmente verossímeis, relacionados a uma ação centrada num enredo, na análise de personagens, ou no exame de uma situação”.
    Portanto, o romance requer narrador/narradora, personagem central/ protagonista (ou narrador/personagem), personagens secundários, cenário, trama, subtramas, fabulação, começo, meio e fim, não necessariamente nesta ordem.

5. De Honoré de Balzac:
    “É preciso desfolhar toda a vida social para ser um verdadeiro romancista, porque o romance é a história secreta das nações”.

6. Roland Barthes:
    “Ato de sociabilidade, o romance institui a literatura”.


7. Alain Robbe-Grillet:
    “Só a escrita romanesca constitui a realidade”.

8. O romance é em parte um legado da Antiguidade, e sucedâneo do poema épico.
    Na Europa medieval, considerava-se romance um fenômeno de língua, ou seja, tudo o que não era escrito em latim.


9. Nas tertúlias ancestrais aos pés dos fogões, para espantar o medo da noite num remoto sertão, romance era uma história de amor e aventura cantada ao som de uma viola, como a do Pavão misterioso, ou de bravura, como A chegada de Lampião ao inferno. Não é por acaso que a poesia de cordel, forte legado ibérico ao Nordeste brasileiro, popularizou-se como rimance, significando isto romance com rima.       


10. Antes de sabermos que o romance é tudo isso e mais alguma coisa, a palavra já descia melodiosamente em nossos ouvidos, por significar namoro, caso amoroso etc., deixando-nos a imaginar enredos que incluíam encontros fortuitos e lenços perfumados.


Tem muito mais daonde saíram essas definições. Continuem acompanhando!

Obrigada, Torres!!

beijo a todos e bom final de domingo,

dany

Parabéns para você!!!!


Hoje nosso querido escritor ANTÔNIO TORRES está de aniversário!!!
Nascido na pequena cidade de Junco (hoje Sátiro Dias), no interior da Bahia - cidade que serviu de palco para o romance Essa Terra.
Ainda menino mudou-se para Alagoinhas para fazer o Ginásio indo depois a Salvador, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos transferiu-se para São Paulo e foi trabalhar no jornal Última Hora e depois passou a trabalhar em publicidade.
Viveu por três anos em Portugal e atualmente mora em Itaipava, RJ.
Ministra oficinas de conto, crônica e poesia dedica-se à atividade literária.


TRAJETÓRIA

Antônio Torres lançou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, quando estava com 32 anos. O livro causou grande impacto, sendo considerado pela crítica “a revelação do ano”.
Na sequencia, 'Os Homens dos Pés Redondos' confirmou as qualidades do escritor.  Porém, foi em 1976 que veio o sucesso com a publicação de  'Essa Terra', narrativa de fortes pinceladas autobiográficas que aborda a questão do êxodo rural de nordestinos em busca de uma vida melhor nas grandes metrópoles do sul, principalmente São Paulo.
Hoje considerada uma obra-prima, 'Essa Terra' ganhou uma edição francesa em 1984, abrindo o caminho para a carreira internacional do escritor baiano. Seus livros já foram publicados em Cuba, na Argentina, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Holanda, , Espanha e Portugal.
Torres, porém, não restringiu seu universo ao interior do Brasil. Passeia com a mesma desenvoltura por cenários rurais e urbanos, como em 'Um cão uivando para a Lua', 'Os Homens dos Pés Redondos', Balada da Infância Perdida' e 'Um Táxi para Viena d’Áustria'.
Vinte anos depois (1997), Torres decidiu retornar ao tema e aos personagens do consagrado Essa terra. Narrador e protagonista voltam à pequena Junco em 'O Cachorro e o Lobo', para encontrar uma cidade já transformada pela chegada do progresso. É um romance de fina carpintaria literária que foi saudado pela crítica, tanto no Brasil como na França, onde foi publicado em 2001.
Foi condecorado pelo governo francês, em 1998, como “Chevalier des Arts et des Lettres”, por seus romances publicados na França até então - 'Essa Terra' e 'Um Táxi para Viena d'Áustria'.
Em 2000, ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra.
Em 2001, foi o vencedor - junto com Salim Miguel por 'Nu na Escuridão' - do Prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura  da 9a. Jornada de Passo Fundo, RS, por seu romance 'Meu Querido Canibal'.
Neste livro Torres se debruça sobre a vida do líder tupinambá Cunhambebe, o mais temido e adorado guerreiro indígena, para traçar um painel das primeiras décadas de história brasileira.
Dando seqüência às suas pesquisas históricas, ele escreveu o romance "O Nobre Sequestrador', que trata da invasão francesa ao Rio de Janeiro em 1711, comandada por René Duguay-Trouin - corsário de Luis XIV, que sequestrou a cidade durante 50 dias, até que lhe fosse pago um alto resgate para que ela fosse devolvida a seus habitantes. Este livro foi finalista no Prêmio Zaffari & Bourbon de 2003.
Em 2006, Antônio Torres publicou o romance 'Pelo Fundo da Agulha', com o que fechou uma trilogia iniciada com 'Essa Terra' e seguida com 'O Cachorro e o Lobo'.


Felicidades e longa vida para esta grande figura da literatura brasileira!!!!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Curitiba, terra de gente educadinha. Será???

Eu sei que estou devendo. Sempre devendo.
Cada vez que eu disser que continuo outro dia, nem criem falsas expectativas. Contabilizem o prejuízo.
Começo a falar de outro livro, de outro assunto, de outro encontro, de nova feira; e o que eu fiquei de contar, já nem me lembro mais.
Tem tanta coisa que quero dividir que as postagens ficam meio confusas...
Na verdade, a vida é que é ligeira demais para o meu ritmo. Eu sou uma pessoa lenta.
Às vezes me pego um pouco incrédula olhando para o tempo passar, como a criança que acompanha o balão de gás que escapou.

Isso tudo é para dizer que não é por falta de cuidado que os assuntos estão sempre aos pedaços. A velocidade das minhas próprias ideias é que me atropela...

Deixando para trás o lero-lero, vamos ao que interessa.
Reservando o café-literário com o Miguel Sanches para uma outra oportunidade (vou tentar retomar, prometo!!), aterrisamos no dia 03 de setembro, para um bate-papo com o escritor Raimundo Carrero, que também ministrou a oficina de romance na Bienal de Curitiba.
Apesar de Carrero ser um grande romancista e excelente professor, a conversa não foi tão agradável como eu esperava.
No espaço em frente ao café acontecia outra palestra, com um sistema de som muito mais potente, o que fazia do nosso evento uma maratona de fôlego e volume de voz.
Para piorar a situação, ao contrário do que aconteceu nos outros dias, a organização da feira não fechou o espaço para o bate-papo, e o abre e fecha da porta de entrada nos trazia importunas amostras do palestrante concorrente. Somado a isso, o burburinho típico de qualquer aglomeração de pessoas também se infiltrava sala adentro, como que querendo contribuir para aquele pequeno caos.
Mas esses detalhes foram apenas falhas técnicas, passíveis de melhora numa próxima edição.
O que não dá para ajustar tão facilmente é o comportamento do público...
Dentro do café a tônica foi falta de educação e desrespeito. Apesar de reiterados pedidos, a conversa paralela rolou em alto e bom som. Se os responsáveis pela balbúrdia eram conterrâneos ou visitantes não temos como saber. O fato é que ninguém se deu ao luxo de perder a fofoca, baixar o tom de voz ou fazer uma piada. Como não podia deixar de ser, os jovens estavam barulhentos, agitados. Mas eles se constrangiam quando repreendidos. Já os adultos - supostamente professores e pessoas ligadas à área de educação e cultura - deram um belo exemplo. Confesso que deixei minha mesa várias vezes. Primeiro foi para trocar uma ideia com a moça que cuidava da porta que, solícita, providenciou que baixassem o volume do microfone do espaço em frente. Depois, interpelei um grupo de meninas que estava na fila do caixa, pedindo que fizessem silêncio e passassem adiante o recado. Ainda dei uma bronca nos rapazes que sentaram na mesa ao lado, e com o porta guardanapo - de metal - começaram a brincar de pião. O tumulto só parecia crescer.
Quando o moderador abriu para perguntas, não me contive!
Com o poderoso microfone à mão, relatei à platéia uma crônica de Antônio Torres, outro escritor brasileiro de primeira grandeza que ministrou oficinas de conto e crônica na Bienal, na qual ele falava de sua impressão sobre a nossa cidade e citava uma música da Rita Lee, onde ela diz que Curitiba é uma cidade bonitinha, limpinha, de gente educadinha. Apresentando para quem não conhecia o grande escritor no palco, contei que estava triste e envergonhada de presenciar aquela indiferença, e pedi a todos um pouco de respeito e silêncio, para que pudéssemos provar ao ilustre visitante pernambucano que realmente Curitiba tinha gente educadinha.
Recebi alguns aplausos, a concordância do moderador, o apelido de 'Dom Quixote' do próprio Carrero - que muito humilde e educadamente disse que respeitava a opção do público - mas isso foi tudo.
Infelizmente, naquela tarde, Curitiba deu mostra de ter uma gente muito mal-educadinha.