Mostre-me um exemplo Profissão: Mãe!: Humberto Werneck
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Prêmio Jabuti

Acabam de sair os resultados do Prêmio Jabuti deste ano.

Moacyr Scliar venceu na categoria romance, com Manual da paixão solitária.
Milton Hatoum ficou em segundo lugar com Órfãos do Eldorado.
Cordilheira garantiu a Daniel Galera a terceira colocação.

Vanessa Bárbara teve seu O livro amarelo do terminal premiado com o primeiro lugar na categoria reportagem. Já li esse livro e recomendo. É uma delícia a forma como ela escreve, e a realidade que ela vai nos apresentando parece pertencer a outro Brasil.

Entre os indicados na categoria poesia, venceu Dois em um, de Alice Ruiz, seguido por Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa, organizado pelo Instituto Moreira Salles, e Cinemateca, de Eucanaã Ferraz.

Na categoria biografia, Lilia Moritz Schwarcz foi a primeira colocada, com O sol do Brasil, seguida por José Mario Pereira, com José Olympio, o editor e sua casa, e Humberto Werneck, com O santo sujo: a vida de Jayme Ovalle - estive no bate-papo com ele, na Bienal do Rio, e curiosíssima para ler esse livro!

Para ver a lista completa dos vencedores, clique aqui

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sugestões de leitura

Prometido, cumprido:



O santo sujo, a vida de Jayme Ovalle
Humberto Werneck

Nascido no Pará, mas cedo transplantado para o Rio de Janeiro, Jayme Ovalle (1896-1955) foi um artista que infundiu doses maciças de graça e poesia na vida de seus amigos - a linha de frente do modernismo brasileiro. Não deixou, porém, uma obra à altura da influência que exerceu sobre "pelo menos três gerações", no dizer de Vinicius de Moraes, que de Ovalle herdou a mania de usar diminutivos. Não por acaso, Manuel Bandeira escreveu um "Poema só para Jayme Ovalle" (um dos mais bonitos de sua obra). Cosacnaify





Cruz e Sousa - Dante negro do Brasil
Uelinton Farias Alves

Filho de escravos alforriados, João da Cruz recebeu educação refinada e o sobrenome Sousa do marechal Guilherme Xavier de Sousa.
Sem sombra de dúvida foi o mais importante poeta Simbolista brasileiro, chegando a ser considerado um dos maiores representantes dessa escola no mundo. Pallas



Para sempre teu, Caio F.: cartas, conversas, memorias de Caio Fernando Abreu
Paula Dip
 
Caio Fernando Abreu foi uma importante figura da literatura brasileira contemporânea. 'Em para sempre teu, Caio F.' a autora, que conviveu durante 20 anos com Caio,  reúne cartas, bilhetes e particularidades que dividiu com o escritor, além de depoimentos de pessoas importantes na vida de Caio. O 'Escritor da Paixão', como o definiu Lygia Fagundes Telles, morreu aos 47 anos, vítima de AIDS.  Record

Peregrinação à Bienal do Rio

Comecei chegando ao aeroporto apenas meia hora antes do voo, mas com um dia de antecedência!
Como herança lusitana, as companhias aéreas brasileiras adotaram um ótima política: contrariando o movimento mundial, passageiros que embarcam na última hora pagam MAIS CARO. Ou seja, o avião partiria em vinte minutos com poltronas vazias, mas se eu quisesse embarcar teria que pagar uma diferença maior do que o valor que eu tinha pago pela passagem. Coisas do Brasil.
Voltei para casa e fui descansar - já que na noite anterior tinha ficado até (muito) tarde revisando meus textos para levar para o Rio.
No dia seguinte voltei ao Afonso Pena, embarquei, cheguei ao Rio e peguei um táxi até a casa da minha amiga Thereza.
Depois de me acomodar, peguei um ônibus na frente do prédio.
O 184.
Uma hora depois cheguei num terminal e peguei o 268.
Três horas depois de ter saído de casa, finalmente cheguei à Bienal.
Como já tinha comprado meu passaporte pela internet, não precisei entrar na fila. Porém, até o cidadão localizar meu pagamento, buscar o ingresso, pedir minha assinatura, e etc, etc, etc, a fila já não exisita mais.
Como não imaginava que levaria tanto tempo para chegar lá, consegui assistir apenas aos dez minutos finais da palestra...
Mas ainda assim consegui trocar uma idéia com o Miguel Sanches Neto, a Cíntia Moscovitch e o Moacyr Scliar. Depois de tomar uma bola de chicabon, comecei o meu périplo de volta.
Dessa vez peguei um ônibus na frente do Riocentro até o terminal Alvorada, de lá um ônibus integração até o terminal Siqueira Campos, onde peguei o metrô até o Largo do Machado, e novamente o 184 para chegar em Laranjeiras.
Entrei em casa à meia-noite e meia, levei uma bronca por ter ido com o 268 (que passa pela Linha Amarela) ao invés de seguir as orientações (foi mal...), comi um sanduíche que o Guto preparou com todo o carinho e fui dormir exausta!
Isso tudo foi na quarta-feira.
Ontem saí bem mais cedo, e fui com a Thereza.
Pegamos o 184, depois o metrô até o Siqueira Campos, de lá o ônibus Barra Expresso até o terminal Alvorada, e por fim o ônibus até o Riocentro. Mesmo tempo de viagem....
Participamos de dois cafés-literários.
O primeiro com o Humberto Werneck, Paula Dip e Uelinton Farias Alves, com a mediação (sofrível) da Clarisse Fukelman.
O segundo, com o delicioso Silviano Santiago, João Paulo Cuenca e Tatiana Salém-Levy, com a mediadora Beatriz Resende, que foi um show.
Ainda não li nenhum desses autores, mas só pelo que ouvi ontem, recomendo.
A lista dos livros segue no próximo post.

beijo,

dany